Redes
Sociais – Augusto de Franco
Augusto de Franco é escritor, palestrante e consultor. É o criador e um
dos netweavers[1] da Escola-de-Redes. Neste vídeo sobre as redes sociais, o tema abordado é sobre “Explorações Imaginativas no espaço e tempo
dos fluxos” e começa explicando que o termo “capital social” são as redes sociais, que revelam como as pessoas
se comportam. Para entender melhor o
termo, Augusto de Franco fala que Paul Baran[2] trouxe, em 1960, três conceitos de
rede para explicar o “capital social”. Categorizou da seguinte maneira:
A) O padrão
centralizado são todos os nodos[3] ligados por conexão ou arestas até o
centro e, quando o sistema é afetado, por exemplo, por uma pane, apaga os
demais pontos no sistema centralizado.
B) O padrão
descentralizado quer dizer muitos centros conectados entre si e, quando um
dos centros for desconectado, sobram os demais. Para exemplificar este diagrama
temos as ONGs, empresas, escolas, sindicatos, os partidos políticos, que
funcionam neste padrão.
C) O padrão
distribuído é um sistema paralelo e descentralizado, conectados por uma
rede, ou seja, neste sistema pessoas nas redes sociais podem compartilhar
informações de ponto a outro. E o diferencial nesta organização de como os
seres humanos se organizam será a cooperação.
Deste movimento surge a nova ciência das
redes a explicar como as coisas acontecem no mundo, envolvendo fenômenos como “Clustering” – uma técnica de agrupamentos automáticos de dados
segundo seu grau de semelhança, ou seja, tendência de formar aglomerado dentro da rede; o “swarning” capacidade de organização como uma nuvem de insetos –
quando, em 2004, aconteceram os atentados em Madri, na Espanha, e as pessoas
começaram a se conectar sem que ninguém mandasse, indo às ruas protestar; e o
fenômeno “small world phenomenon”,
que é o aumento da conectividade entre as pessoas.
Ou seja, quanto mais aumenta o grau de
distribuição da rede social, menor o mundo vai ficando, não em termos
geográficos populacionais, mas em termos sociais e, quanto menor em termos
sociais o mundo vai ficando, maior é o empoderamento[4]
o campo social vai criando, mais capacidade de induzir as pessoas a inovar, a
assumir protagonismo e a empreender.
O movimento nas
redes sociais não precisa de muita gente, Augusto de Franco afirma que apenas
1% das pessoas conectadas são capazes de capitalizar as redes sociais de maneira
coletiva; o capital social ou das redes sociais ao que se interpreta como
desenvolvimento.
[1] O
termo netweaving (que significa
“tecelões”), é aplicado quando uma pessoa colabora com alguém, sem esperar nada
em troca. Já no caso do networking, normalmente apenas uma das partes ganha.
Acesso disponível em < http://www.domicioneto.com/marketing-digital/netweaving-um-novo-modo-de-pensarfazer-networking/>.
Acesso em: 27/07/2013.
[2] Baran. Paul Baran foi um dos inventores da rede de comutação
de pacotes, juntamente com Donald Davies e Leonard Kleinrock Acesso disponível:
< http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Baran>
acessado em: 27/07/2013.
[3] Em redes
de comunicação, um nó (em Latin nodus, 'nó') é um ponto de conexão, seja um ponto de
redistribuição ou um terminal de comunicação (alguns equipamentos de terminal). Acesso disponível
em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_(redes_de_comunica%C3%A7%C3%A3o)>
acesso em: 27/07/2013.
[4] Conscientização;
criação; socialização do poder entre os cidadãos; conquista da condição e da
capacidade de participação; inclusão social e exercício da cidadania.

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