sábado, 27 de julho de 2013





Redes Sociais – Augusto de Franco


Augusto de Franco é escritor, palestrante e consultor. É o criador e um dos netweavers[1] da Escola-de-Redes. Neste vídeo sobre as redes sociais, o tema abordado é sobre “Explorações Imaginativas no espaço e tempo dos fluxos” e começa explicando que o termo “capital social” são as redes sociais, que revelam como as pessoas se comportam.  Para entender melhor o termo, Augusto de Franco fala que Paul Baran[2] trouxe, em 1960, três conceitos de rede para explicar o “capital social”. Categorizou da seguinte maneira:




A)  O padrão centralizado são todos os nodos[3] ligados por conexão ou arestas até o centro e, quando o sistema é afetado, por exemplo, por uma pane, apaga os demais pontos no sistema centralizado.

B)   O padrão descentralizado quer dizer muitos centros conectados entre si e, quando um dos centros for desconectado, sobram os demais. Para exemplificar este diagrama temos as ONGs, empresas, escolas, sindicatos, os partidos políticos, que funcionam neste padrão.

C) O padrão distribuído é um sistema paralelo e descentralizado, conectados por uma rede, ou seja, neste sistema pessoas nas redes sociais podem compartilhar informações de ponto a outro. E o diferencial nesta organização de como os seres humanos se organizam será a cooperação.

Deste movimento surge a nova ciência das redes a explicar como as coisas acontecem no mundo, envolvendo fenômenos como “Clustering” – uma técnica de agrupamentos automáticos de dados segundo seu grau de semelhança, ou seja, tendência de formar aglomerado dentro da rede; o “swarning” capacidade de organização como uma nuvem de insetos – quando, em 2004, aconteceram os atentados em Madri, na Espanha, e as pessoas começaram a se conectar sem que ninguém mandasse, indo às ruas protestar; e o fenômeno “small world phenomenon”, que é o aumento da conectividade entre as pessoas.

 Ou seja, quanto mais aumenta o grau de distribuição da rede social, menor o mundo vai ficando, não em termos geográficos populacionais, mas em termos sociais e, quanto menor em termos sociais o mundo vai ficando, maior é o empoderamento[4] o campo social vai criando, mais capacidade de induzir as pessoas a inovar, a assumir protagonismo e a empreender.

O movimento nas redes sociais não precisa de muita gente, Augusto de Franco afirma que apenas 1% das pessoas conectadas são capazes de capitalizar as redes sociais de maneira coletiva; o capital social ou das redes sociais ao que se interpreta como desenvolvimento.





[1] O termo netweaving (que significa “tecelões”), é aplicado quando uma pessoa colabora com alguém, sem esperar nada em troca. Já no caso do networking, normalmente apenas uma das partes ganha. Acesso disponível em < http://www.domicioneto.com/marketing-digital/netweaving-um-novo-modo-de-pensarfazer-networking/>. Acesso em: 27/07/2013.
[2]  Baran. Paul Baran foi um dos inventores da rede de comutação de pacotes, juntamente com Donald Davies e Leonard Kleinrock Acesso disponível: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Baran> acessado em:  27/07/2013.
[3] Em redes de comunicação, um nó (em Latin nodus, 'nó') é um ponto de conexão, seja um ponto de redistribuição ou um terminal de comunicação (alguns equipamentos de terminal). Acesso disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_(redes_de_comunica%C3%A7%C3%A3o)> acesso em: 27/07/2013.
[4] Conscientização; criação; socialização do poder entre os cidadãos; conquista da condição e da capacidade de participação; inclusão social e exercício da cidadania.


Nenhum comentário:

Postar um comentário